História, Arqueologia e Património

O Ciclo de Estudos visa ministrar formação avançada e desenvolver estudos em História, Arqueologia e Património. Pretende formar quadros especializados de conhecimento transdisciplinar e contribuir para o aprofundamento da investigação e de projectos inovadores

2.ª fase de candidaturas Fevereiro de 2018

Condições da campanha:

  • Candidatura: 175 euros (oferta para ex-alunos da Autónoma)
  • Matrícula: 285 euros (oferta para ex-alunos da Autónoma)
  • Inscrição: 250 euros
  • Seguro Escolar: 35 euros

1.º ano: 

  • Propina Parte Curricular (Oferta de 50% da propina)
  • 1603,12* euros anual ou 112,5 euros/mês x 15)

* valor sem campanha de 3 206,25 euros

2.º ano:

  • Renovação de Inscrição: 250 euros
  • Seguro Escolar: 35 euros
  • Propina Dissertação: 225 euros (oferta para ex-alunos da Autónoma)

Contactos: 96 275 9036 e 91 425 5236

Calendário lectivo

  • 1.º Semestre: Março-Julho de 2018;
  • 2.º Semestre: Outubro de 2018-Fevereiro de 2019.

    Plano Curricular

    A unidade curricular tem como objetivo, tendo em conta o estado da arte nas arqueociências, identificar, analisar as principais problemáticas da Pré e Proto-História, nomeadamente aperfeiçoar o estudo sobre as comunidades de caçadores-recolectores do Paleolítico e do Mesolítico no contexto geográfico do território europeu e em particular da península Ibérica; sobre as sociedades de agricultores e pastores do período Neolítico; sobre a emergência das sociedades complexas.
    Assim pretende-se que os alunos desenvolvam perspetivas autónomas dos temas em estudo, sendo capazes de desenvolver conceitos próprios sobre a complexidade das comunidades e movimentos culturais e da sua implementação nos diferentes contextos geográficos.

    * Aprofundamento dos conhecimentos adquiridos durante a licenciatura e seu alargamento em relação com o património, entendido em sentido alto.
    * Conhecimento e compreensão dos diferentes contextos em que se inserem as manifestações culturais da Antiguidade Clássica no território português.
    * Analisar criticamente as condições necessárias à mais adequada preservação do património na dupla vertente histórica e cultural e saber promover a sua divulgação.

    Esta unidade curricular pretende que o aluno possa conhecer e identificar as coordenadas evolutivas da História Medieval, com base nos múltiplos testemunhos artísticos e patrimoniais. Outro dos seus objectivos é perspectivar a Arte e o Património de forma abrangente, salientando os seus múltiplos valores e potencialidades.
    É desejável ainda a compreensão do legado que a época Medieval proporcionou nas suas vertentes política, social, artística, filosófica e patrimonial.

    Esta Unidade dirige-se à formação de profissionais no âmbito da salvaguarda e valorização do património edificado, monumental e centro históricos, com o objetivo de desenvolver competências multidisciplinares orientadas para o exercício de tarefas de investigação, planificação e gestão do património cultural. Promover e inovar novos percursos para aplicar e compreender conhecimentos, resolver problemas nas áreas de acompanhamento, estratégias de planeamento, reabilitação, sensibilização e divulgação do património. Adquirir ferramentas de planeamento e gestão para o acompanhamento de projetos museológicos.

    Aplicar e integrar os conhecimentos na resolução de problemas e na formulação de hipóteses explicativas dos fenómenos em estudo.
    Adquirir instrumentos teóricos e metodológicos adequados ao conhecimento e crítica do saber histórico no domínio da História, da Arqueologia e do Património.
    Selecionar fontes e bibliografia, avaliando criticamente o seu uso e fiabilidade.
    Aplicar os conceitos e outros instrumentos de análise das Ciências Sociais na construção dos projetos de trabalho.
    Construir sínteses estruturadas, a partir dos resultados da pesquisa.
    Planificar o trabalho de investigação e comunicar de forma clara e unívoca, as conclusões da investigação e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes.
    Desenvolver uma prática profissional reflexiva que permita uma aprendizagem ao longo da vida e estabelecer as correlações entre a prática e a análise crítica.

    * Reflexão acerca das questões transversais à Epigrafia, Paleografia e Diplomática.
    * Conhecimento da classificação tipológica dos documentos.
    * Aprofundamento da leitura, da compreensão e da transcrição documentais.
    * Aquisição das competências necessárias à edição diplomática de documentação medieval e moderna.
    * Noção da importância da transmissão (traditio) dos documentos epigráficos e paleográficos.

    Atualmente é incompreensível não se recorrer à construção de um SIG em todo o tipo de estudos que envolvam a realização de inputs e/ou outputs de natureza cartográfica. Ele surge como a ferramenta mais eficaz para isolar, descrever relações espaciais e elaborar modelos estatísticos de análise. O espaço é o fator cenário onde se desenvolvem os vários comportamentos humanos. Às descrições geográficas e geológicas juntam-se, cada vez mais, análises que associam o meio e o homem, numa inter-relação entre cultura, sociedade e espaço… entre sistemas de pensamento, formações socio-económicas e paisagem. Os comportamentos são pensados e perpetuados, inscritos numa linguagem de código que podem ser convertidos em números. As entidades físicas (características dos solos, geologia, hidrografia, estruturas, entre outros) são correlacionadas com os vestígios arqueológicos (objetos, organização espacial, deposições simbólicas, relações intra e inter-sites) permitindo percecionar os padrões de comportamento. Os SIGs permitem aceder a essa linguagem, contribuindo para uma melhor conjugação entre os diferentes elementos em análise. Neste sentido pretende-se que os alunos compreendam como podem aplicar um sistema de informação geográfica e bases de dados ao tratamento e analise dos vestígios arqueológicos.

    Adquirir recursos para promover a prática da investigação em Arqueologia. Compreender os processos e estratégias de desenvolvimento de programas de investigação. Desenvolver o exercício da prática profissional, na promoção de estudos e na formulação de problemáticas com vista à valorização e salvaguarda do património cultural. Consolidar capacidades para uma aprendizagem continuada. Desenvolver competências para a difusão e partilha diferenciada dos processos em estudo.
    Caracterizar a intervenção arqueológica e a sua aplicabilidade
    Saber aplicar as diversas metodologias nos processos e estratégias de preparação e de desenvolvimento de uma intervenção arqueológica.
    A análise, interpretação e divulgação dos resultados.
    O conhecimento da legislação em vigor.

    * Os principais objectivos da disciplina passam pelo aprofundamento do conhecimento sobre os objectos artísticos, os agentes de produção e a sua dinâmica e interacção com o panorama cultural, artístico e patrimonial europeu ao longo da Idade Moderna.
    * Sensibilização para as formas de conservação e defesa do património artístico nacional e perspectivar projectos de investigação e de divulgação da produção científica dentro deste período histórico.

    * Conhecer e identificar as coordenadas evolutivas da História Contemporânea, com base nos múltiplos testemunhos artísticos e patrimoniais.
    * Perspectivar a Arte e o Património de forma abrangente, salientando os seus múltiplos valores e potencialidades.
    * Compreender e interiorizar o valor instrumental do património, em domínios como a educação, a cultura, a memória, a preservação e reutilização.
    * Definir e especificar estratégias de lidar com o Património, considerando-o como uma mais-valia, na transformação de recursos em produtos, com vista à melhoria da qualidade de vida das populações.

    A unidade curricular pretende dar uma perspetiva abrangente da atividade da conservação e restauro (C&R) enquanto disciplina complexa do ponto de vista metodológico, ético e deontológico.
    Será efetuada uma abordagem introdutória e de cariz teórico às problemáticas e ao léxico da conservação e restauro.
    De uma forma mais aplicada procurar-se-á familiarizar os alunos com o trabalho de C&R, incidindo nos materiais, ferramentas e utensílios, assim como os equipamentos utilizados mais comummente em intervenções de conservação e restauro.

    Apreender a identificar e caracterizar o Turismo Cultural e suas especificidades.
    Distinguir pontos comuns e diferenças principais entre Turismo de Massas e Turismo Cultural.
    Conhecer o papel fulcral a desempenhar pelo Património, em sentido lato, nos circuitos e rotas de Turismo Cultural.
    Adquirir competências, a nível operacional, que permitam ao formando transformar recursos em produtos turísticos, com forte componente cultural.
    Desenvolver capacidades de gestão e organização, no âmbito da conceção e organização de rotas e itinerários turísticos e da execução de materiais pedagógicos de apoio.
    Compreender as problemáticas relacionadas com o desenvolvimento, incrementando-o através de atividades turísticas culturais.
    Aprofundar competências que permitam envolver especialistas, técnicos, políticos autarcas, comunidades e seus representantes, em ações que atraiam e mobilizem turistas com interesses culturais diversificados ? museus, estruturas arquitetónicas e tecnológicas, gastronomia, folclore e belezas naturais ?, angariando recursos que fomentem o desenvolvimento.

    Contribuir para um conhecimento geral das diretrizes de preservação do património natural e cultural;
    Mecanismos e ferramentas para a criação de estudos de impacte ambiental e patrimonial;
    Saber reconhecer as problemáticas e procedimentos para elaboração adequada de um EIA aplicado.

    A. Compreender o estudo parcelar da História de Portugal, com o território dividido em regiões onde se assinalam as localidades que mais contribuíram para o desenrolar das políticas culturais, económicas e sociais do nosso país.
    B. Integrar culturalmente os exemplares arquitetónicos de nascimento dos nossos principais escritores, que melhor representaram as regiões e os seus locais, a contribuição dos artistas (escultores, pintores, arquitetos…), o desenvolvimento económico e a diversidade de estratégias agrícolas e comerciais, internas e para o estrangeiro.
    C. Conhecer a arquitetura religiosa, militar e civil mais saliente, ao longo da nossa história, museus e bibliotecas, nas diversas regiões e localidades das mesmas.
    D. Entender a geografia física e humana do interior e do litoral.
    E. Apetrechar os mestrandos com conhecimentos variados, a fim de melhor escolherem os temas das suas dissertações: o espaço, o tempo e o trabalho.

    Aplicar e integrar os conhecimentos na resolução de problemas e na formulação de hipóteses explicativas dos fenómenos em estudo.
    Adquirir utensilagem teórica e metodológica adequada ao conhecimento e crítica do saber histórico no domínio da História, da Arqueologia e do Património.
    Selecionar fontes e bibliografia, avaliando criticamente o seu uso e fiabilidade.
    Aplicar os conceitos e outros instrumentos de análise das Ciências Sociais na construção dos projetos de trabalho.
    Construir sínteses estruturadas, a partir dos resultados da pesquisa.
    Planificar o trabalho de investigação e comunicar de forma clara e unívoca, as conclusões da investigação e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes.
    Desenvolver uma prática profissional reflexiva que permita uma aprendizagem ao longo da vida e estabelecer as correlações entre a prática e a análise crítica.

    A. Consolidar e aplicar os conhecimentos adquiridos na UC Seminário de Investigação.
    B. Familiarização com o tema da dissertação, com o estado da arte no domínio eleito.
    C. Realização de trabalho preliminar que incida numa boa apresentação de resultados.
    D. Refletir criticamente sobre a temática eleita.
    E. Elaborar e apresentar um plano de um projecto de dissertação, incluindo o respectivo estado da arte, no tema eleito.
    F. Interpretar uma proposta de trabalho de investigação e sugerir eventuais melhoramentos ou contributos.
    G. Pesquisar autonomamente no tema de investigação escolhido.
    H. Descrever o processo de divulgação científica e de publicação de resultados, preparar trabalhos para avaliação por pares.
    I. Planear o trabalho e criar um cronograma para a dissertação

    Os estudantes serão acompanhados por um docente especialista na área de estudo, com vista á elaboração da sua dissertação e á sua apresentação pública.