Estudos da Paz e da Guerra nas Novas Relações Internacionais

Diário da República, 2ª série - Nº 114 - 15 de junho de 2011. Anúncio nº8246/2011

Oferta de 4 Bolsas a atribuir aos candidatos dos Mestrados em Estudos da Paz e da Guerra e do Mestrado em Relações Internacionais (primeiro critério, alunos que tenham efetuado cursos na Autónoma).

Desde 2003-2004, a Universidade Autónoma de Lisboa organiza o Mestrado em Estudos da Paz e da Guerra nas Novas Relações Internacionais, que se tem afirmado como ponto de encontro entre a reflexão estratégica e a promoção da paz.

Este curso destina-se a diplomatas, funcionários internacionais, jornalistas, especialistas em Relações Internacionais, mesmo recém-licenciados, bem como a militares e a elementos das forças de segurança. Visa a aquisição de competências nas questões estratégicas (num contexto internacional em profunda mudança), incluindo as ameaças não militares e as novas formas de violência, estudando ainda as condições de promoção da paz (diplomacia preventiva, gestão de crises, mediação de conflitos, processos de reconstrução social).

A estrutura deste Mestrado assenta numa sequência de seis unidades curriculares teórico-práticas (perspetivas teórico-metodológicas, jurídicas, económicas, estratégicas e de atualidade) e três Seminários (sobre questões mais sectoriais) orientados por especialistas portugueses e estrangeiros.

As Dissertações de Mestrado podem-se articular com os projetos de investigação do OBSERVARE, unidade de investigação em Relações Internacionais da UAL .

O Mestrado em Estudos da Paz e da Guerra nas Novas Relações Internacionais está estruturado em 4 semestres compreendendo a realização de 120 ECTS tendo sido constituído pelo anúncio nº 8246/2011 – 2ª série – Nº 114 – 15 de junho do Diário da República. O Mestrado encontra-se acreditado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (ACEF/1213/07672).

Calendário

A duração normal deste curso é de 4 semestres.

O cumprimento da assiduidade e dos trabalhos de avaliação permitem obter no final um total de 120 ECTS.

As aulas decorrem normalmente de outubro a fevereiro (1.º Semestre) e de março a junho (2.º Semestre). As aulas ocorrem em três dias semanais, normalmente dois dias consecutivos (Segundas e Terças) e um terceiro dia (Quintas), entre as 18h30 e as 22h30.

    Plano Curricular

    - Ricardo Sousa

    • Dotar aos alunos de instrumentos teóricos e metodológicos que lhes permitam investigar, analisar,
      interpretar e ainda reflectir sobre a realidade internacional/global de uma forma científica.
    • Identificar, seleccionar e avaliar fontes de informação documentais e bibliográficas a partir de autores das Relações Internacionais.
    • Aprofundar o conhecimento de quadros de análise das principais teorias em RI.
    • Compreender as diferenças entre paradigmas teóricos de RI.
    • Adquirir capacidade para produzir e comunicar por escrito e oralmente um trabalho científico.
    • As competências transversais a desenvolver:
      Comunicação escrita,
      Comunicação oral,
      Leitura,
      Responsabilidade,
      Comunicação de conhecimentos de forma rigorosa.

    - Luís Valença Pinto

    • Adquirir os conhecimentos teóricos e metodológicos necessários ao conhecimento e à crítica do saber referente ao pensamento estratégico e à sua evolução;
    • Identificar, avaliar e seleccionar fontes de informação documentais e bibliográficas referentes ao estudo conceptual da Estratégia;
    • Desenvolver técnicas, perceções e comportamentos alicerçados nas capacidades de aprendizagem, bem como uma atitude de atenção e reflexão sobre as múltiplas variáveis e dimensões do raciocínio estratégico.

    - Henrique Morais - Pedro Pinto

    • Compreender a situação atual das principiais economias, seus padrões de crescimento e desafios que se colocam;
    • Identificar o enquadramento teórico em torno da questão dos recursos e da conflitualidade, suas causas e consequências;
    • Identificar o debate instalado quanto à relação entre conflitos violentos e dotação de recursos pelos países;
    • Reconhecer o papel das transformações económicas internacionais na ocorrência de conflitualidade;
    • Descrever a problemática dos recursos energéticos face à ocorrência de conflitos violentos;
    • Descrever a eventual relação entre os recursos diamantíferos e a conflitualidade.

    - Miguel Santos Neves

    • Compreender as causas e dinâmicas dos conflitos armados tendo por base estudos de caso e as diferentes perspectivas teóricas;
    • Reconhecer e entender a importância dos regimes internacionais e instituições na prevenção da guerra e construção da paz, em especial os pilares do sistema de segurança colectiva previsto na Carta ONU;
    • Conhecer os mecanismos e instrumentos do direito internacional de regulação da guerra e de protecção dos direitos humanos no âmbito de conflitos armados;
    • Compreender, comparativamente, as lógicas dos processos de paz e das operações de manutenção de paz e os limites da sua eficácia;
    • Desenvolver as capacidades de comunicar ideias e expor argumentos numa perspectiva de participação no debate público;
    • Promover a aquisição de competências de investigação sobre as temáticas das Relações Internacionais e da gestão de conflitos internacionais.

    - Patricia Galvão Teles

    Competências Específicas

    • Adquirir conhecimentos teóricos sobre a temática do recurso à força adotando uma perspetiva
      jurídico-internacional;
    • Desenvolver a capacidade de reflexão crítica sobre a matéria, bem como adquirir metodologias de
      investigação específicas no contexto de uma abordagem jurídico-internacional;
    • Aplicar os conhecimentos adquiridos numa perspetiva de investigação multidisciplinar, que envolva as Relações Internacionais e o Direito Internacional Público;
    • Aplicar os conhecimentos adquiridos a questões concretas contemporâneas.

    Competências Transversais

    • Organização/Planeamento
    • Autonomia
    • Comunicação escrita e oral em Português
    • Leitura numa 2ª língua
    • Redacção de textos académicos, resultantes de uma investigação sobre um tema
    • Comunicação de conhecimentos de forma rigorosa

    - Luís Tomé

    • Adquirir o quadro teórico e metodológico no âmbito da geopolítica e da geoestratégia adequado ao conhecimento e análise do comportamento das chamadas “grandes potências” e dos factores de instabilidade e conflitualidade ao nível internacional e regional;
    • Desenvolver uma atitude de reflexão crítica sobre as políticas e as estratégias das grandes potências;
    • Compreender o quadro geopolítico-geoestratégico mundial e os factores e as dinâmicas de instabilidade em certas regiões geoestratégicas.

    - Luís Valença Pinto

    Competências específicas

    • Aprofundar os conhecimentos teóricos e metodológicos necessários ao conhecimento e à crítica do saber referente a questões essenciais do âmbito da Segurança e da Defesa e às suas evoluções;
    • Identificar, avaliar e seleccionar fontes de informação documentais e bibliográficas relativas ao estudo
      conceptual das questões da Segurança e da Defesa;
    • Desenvolver técnicas, percepções e comportamentos alicerçados nas capacidade de aprendizagem, bem como uma atitude de atenção e reflexão sobre as múltiplas variáveis e dimensões (militares e não militares) da Segurança e da Defesa.

    Competências transversais

    • Consolidar o empenhamento, a persistência e a curiosidade científica;
    • Estimular a capacidade de adaptação à mudança;
    • Promover a aptidão para comunicar conhecimento de forma rigorosa.

    - Ana Isabel Xavier

    O objectivo deste Seminário é o de proporcionar uma reflexão alargada, em perspectiva histórica e a partir de situações concretas, sobre o modo como foram sendo propostas soluções para o drama da violência nas relações entre as nações.

    Visando uma leitura complementar em relação às matérias das restantes unidades curriculares do Mestrado em Estudos da Paz e da Guerra (deixando, assim, fora do seu perímetro de estudo as questões relativas aos actuais esforços da comunidade internacional para a resolução de conflitos ou da chamada reconstrução pós-bélica) o Seminário centra-se na preocupação de aprofundar tanto a inteligência estratégica como o sentido de uma cultura de paz, incluindo a consciência das ambiguidades dos processos históricos que visaram a obtenção da paz na vida internacional.

    - Brígida Brito - Nancy Gomes

    • Familiarizar os mestrandos com conceitos, problemas centrais e práticas fundamentais inerentes ao processo de investigação em Ciências Sociais;
    • Fornecer uma compreensão sobre o procedimento científico e as dimensões fundamentais do processo de investigação em Relações Internacionais;
    • Promover o desenvolvimento de uma consciência ética e crítica em torno das atividades de investigação e produção do conhecimento científico tendo presentes os objetivos definidos e o campo de estudo;
    • Capacitar o mestrando para o desenvolvimento de práticas de investigação apoiadas na formulação de um problema, na argumentação racional e logicamente elaborada, na pesquisa, sistematização e organização da informação;
    • Dotar o aluno de instrumentos orientados para a comunicação escrita e oral estruturada, clara e consistente dos objetivos, métodos, resultados e fontes utilizadas.

    O segundo ano do mestrado em Relações Internacionais, 3º e 4º semestres, correspondem ao desenvolvimento do projeto de investigação e sua realização orientado por um professor doutorado da Universidade Autónoma de Lisboa.

    Caso se considere apropriado poderá existir um orientador externo à Universidade Autónoma de Lisboa, tendo nestes casos de existir um coorientador que seja um doutorado docente na UAL.

    O mestrando(a) poderá desenvolver o trabalho sobre um tema inserido nas linhas de investigação do OBSERVARE – Observatório de Relações Exteriores da Universidade Autónoma de Lisboa e da área de investigação do orientador de dissertação de mestrado.

    No 3º semestre o mestrando(a) apresenta o seu projeto de investigação, que é submetido para aprovação na Comissão Científica do Departamento de Relações Internacionais e da Universidade Autónoma de Lisboa.

    Após a aprovação do projeto o mestrando(a) realiza a investigação até ao momento de submissão da dissertação no 4º semestre, que é defendida em provas públicas perante um júri.

    O segundo ano do mestrado em Relações Internacionais, 3º e 4º semestres, correspondem ao desenvolvimento do projeto de investigação e sua realização orientado por um professor doutorado da Universidade Autónoma de Lisboa.

    Caso se considere apropriado poderá existir um orientador externo à Universidade Autónoma de Lisboa, tendo nestes casos de existir um coorientador que seja um doutorado docente na UAL.

    O mestrando(a) poderá desenvolver o trabalho sobre um tema inserido nas linhas de investigação do OBSERVARE – Observatório de Relações Exteriores da Universidade Autónoma de Lisboa e da área de investigação do orientador de dissertação de mestrado.

    No 3º semestre o mestrando(a) apresenta o seu projeto de investigação, que é submetido para aprovação na Comissão Científica do Departamento de Relações Internacionais e da Universidade Autónoma de Lisboa.

    Após a aprovação do projeto o mestrando(a) realiza a investigação até ao momento de submissão da dissertação no 4º semestre, que é defendida em provas públicas perante um júri.