CICLO DE CONFERÊNCIAS ÀS QUINTAS | A RELAÇÃO COMO ESPAÇO DE TRANSFORMAÇÃO

27 Nov 2025 - 18:30

Auditório 1

A relação tem sido concebida, ao longo de diferentes tradições da psicologia e da psicanálise, como o principal instrumento. De Freud a Rogers, de Bowlby a Coimbra de Matos, a relação é entendida como um espaço de reparação, co-regulação e transformação psíquica.

Em cada encontro clínico, há algo que acontece entre dois – um espaço que não pertence a nenhum dos dois, mas onde ambos se transformam. É nesse espaço relacional que o humano se revela, a relação é o lugar onde o sofrimento ganha linguagem, onde a solidão encontra eco e onde o silêncio se converte em possibilidade. Trabalhar em psicoterapia é, antes de tudo, um exercício de presença – um estar com o outro de forma inteira, autêntica, sensível e curiosa.

O que importa, no fim, é o privilégio de estar em relação.

Bowlby, J. (1988). A secure base: Parent-child attachment and healthy human development. Basic Books.
Coimbra de Matos, A. (2002). O amor nas relações humanas. Climepsi.
Coimbra de Matos, A. (2007). Amar e cuidar: A teoria da relação. Climepsi.
Coimbra de Matos, A. (2014). A construção do self. Climepsi.
Ferenczi, S. (1988). Confusion of tongues between adults and the child. In M. Balint (Ed.), Final contributions to the problems and methods of psycho-analysis (Original work published 1932). Karnac.
Rogers, C. (1961). On becoming a person: A therapist’s view of psychotherapy. Houghton Mifflin.
Santos, J. dos. (1987). A criança e o seu mundo. Livros Horizonte.
Santos, J. dos. (1991). Ensaios sobre educação e psicologia. Fundação Calouste Gulbenkian.
Santos, J. dos. (1993). Da educação de crianças à educação de pais. Assírio & Alvim.
Santos, J. dos. (1994). A infância e nós. Assírio & Alvim.
Winnicott, D. W. (1965). The maturational processes and the facilitating environment. International Universities Press.