História, Arqueologia e Património

Diário da República, 2.ª sérire - N.º 187 - 27 de setembro de 2018

O segundo ciclo de estudos em História, Arqueologia e Património tem como objetivo essencial a formação de quadros especializados que contribuam para o aprofundamento e inovação da investigação científica nas referidas áreas e que permitam, de igual modo, a adoção de boas práticas no âmbito da proteção, salvaguarda, gestão e difusão do património cultural.

Pretende-se que os Mestrandos de História, Arqueologia e Património
  • adquiram saberes especializados no domínio das respetivas unidades curriculares;
  • desenvolvam capacidades metodológicas de investigação histórica, arqueológica e patrimonial;
  • contribuam para a produção científica das referidas áreas;
  • dominem as mais-valias tecnológicas inerentes às Humanidades Digitais;
  • participem na proteção, salvaguarda, difusão e gestão do Património Cultural;
  • planifiquem e executem projetos de intervenção patrimonial;
  • obtenham o know-how necessário para intervir em processos de divulgação do conhecimento, através de conferências, relatórios, publicações, etc.
Atividades a desenvolver no âmbito do Mestrado
  • escavações arqueológicas e projetos de salvaguarda;
  • visitas a monumentos e outros elementos patrimoniais;
  • planeamento, organização e montagem de exposições;
  • organização de eventos científicos;
  • participação em fóruns de opinião sobre temas históricos, arqueológicos e patrimoniais, dentro e fora de portas;
  • integração, como colaborador, no Centro de Investigação em Ciências Históricas;
  • investigação histórica em ambiente digital.
Saídas profissionais

O Mestre em História, Arqueologia e Património estará apto a integrar o mercado de trabalho em áreas da Cultura, em geral, especialmente em projetos associados à salvaguarda, difusão e gestão do Património, desenvolvidos em unidades orgânicas estatais ou instituições do foro privado.
São vários os locais e equipamentos onde pode intervir, desde os tradicionais espaços de salvaguarda patrimonial ou “lugares de memória” – monumentos, arquivos, bibliotecas, museus e centros de interpretação –, a outras valências nos setores do turismo, bem como em fundações, associações, municípios e no mundo empresarial.

Para além das áreas do ensino e do desenvolvimento da investigação científica, as competências adquiridas poderão ser uma mais-valia no contexto contemporâneo, dominado, cada vez mais, pelo avanço tecnológico, a partir da produção e consultoria de conteúdos científicos para diferentes plataformas de comunicação, com particular destaque para as Humanidades Digitais.

 

    Plano Curricular

    • Adquirir recursos para promover a prática da investigação nas áreas da História e da Arqueologia.
    • Compreender os processos e estratégias de desenvolvimento de programas de investigação.
    • Desenvolver o exercício da prática profissional, na promoção de estudos e na formulação de problemáticas com vista à valorização e salvaguarda do património cultural.
    • Consolidar capacidades para uma aprendizagem continuada.
    • Desenvolver competências para a difusão e partilha diferenciada dos processos em estudo.
    • Adquirir e praticar espírito crítico.

    • Compreender o passado humano.
    • Conhecer o desenrolar dos acontecimentos ao longo do tempo das comunidades mais primitivas a época clássica.
    • Integrar cronológica e culturalmente cada um dos estados definidos.
    • Compreender o Homem, a cultura material e o seu comportamento nas suas diferentes vertentes.

    • Distinguir e caracterizar o património cultural material do imaterial.
    • Conhecer a evolução histórica do conceito de património e as suas modalidades.
    • Identificar os diversos valores do património atribuídos pelo homem ou pela comunidade.
    • Compreender a relevância da inventariação e catalogação do património, como ponto de partida básico para a sua valorização, salvaguarda de utilização.
    • Praticar a metodologia relativa a organização do inventário e do património.
    • Adquirir conhecimentos elementares sobre a conservação do património, com destaque para a conservação preventiva e sua importância na salvaguarda do património.
    • Adquirir princípios básicos de gestão, aplicados ao domínio do património, no âmbito de instituições museológicas, autárquicas, associações, fundações, agências e operadores turísticos, que se dediquem, sobretudo, a modalidade de turismo cultural.
    • Identificar e utilizar os diferentes meios de divulgação das atividades relacionadas com o património.

    • Promover o conhecimento das principais correntes conceptuais relativas ao património artístico nomeadamente nos domínios da identificação, inventariação, classificação, conservação, restauro e divulgação.
    • Dotar os alunos dos instrumentos de análise e das competências indispensáveis ao entendimento da evolução do conceito de património artístico e monumental e respetivas formas de aplicação particularmente nos séculos XIX e XX.
    • Sensibilizar os estudantes relativamente aos fatores que influenciaram essa evolução, tendo presente as principais ameaças ocasionais (do erro humano aos conflitos bélicos e aos acidentes naturais) ou programadas (alterações do gosto, iconoclastias, intolerâncias, credos, ideologias e totalitarismos).
    • Preparar os alunos através dos conhecimentos adquiridos e do desenvolvimento de processos de investigação para a interpretação rigorosa e atualizada das grandes questões do presente em matéria patrimonial e respetiva resolução em sede profissional.

    Objetivos Gerais

    • Familiarizar o aluno com a metodologia científica e os conceitos de trabalhos científicos digitais.
    • Desenvolver a capacidade de observação crítica e de elaboração de um projeto científico com recurso a ferramentas tecnológicas.
    • Considerar a dimensão digital como uma plataforma de comunicação plural.
    • Proporcionar o conhecimento de instrumentos e técnicas de apoio na pesquisa científica.
    • Avaliação de diferentes cenários que permitam uma atuação integrada.

    Objetivos Específicos

    • Desenvolver a capacidade de redação científica.
    • Promover o pensamento crítico, através da argumentação e confronto de ideias.
    • Dar a conhecer diferentes formas de fazer pesquisa.
    • Hostilizar toda e qualquer situação de plágio.
    • Orientar a preparação de trabalhos, projetos, artigos ou outros.

    • Conhecer as origens e a evolução da história das empresas, das organizações e das instituições.
    • Identificar o interesse desta recente modalidade historiográfica, quer para as organizações e instituições estudadas, quer para um melhor conhecimento da história politica, cultural e socioeconómica, a nível nacional, regional e local.
    • Compreender a relevância dos diversos tipos de arquivos para o estudo desta temática, designadamente os “lugares de memória”, constituídos por arquivos públicos (nacionais e autárquicos) e privadas, sensibilizando os proprietários para a sua organização, salvaguarda e abertura aos investigadores.
    • Conhecer as fontes essenciais para a investigação da história das organizações, desde as legislativas as notariais, da imprensa local e regional as arquivísticas, resultante do desempenho da respetiva atividade.

    • Identificar a arqueologia como ciência, dotada de autonomia e metodologia próprias.
    • Distinguir as varias épocas da arqueologia e conhecer os traços da sua evolução histórica e da evolução dos principais métodos utilizados.
    • Conhecer a multiplicidade de fontes utilizadas em arqueologia e os procedimentos relativamente a sua exploração com sentido critico.
    • Conhecer a utilidade da arqueologia como ciência ‒ a nível da investigação e do ensino-aprendizagem ‒ e como “ciência aplicada”, no estudo e salvaguarda de vestígios arqueológicos relevantes, em situação de perigo iminente de destruição ou degradação.
    • Caracterizar as três revoluções industriais dos últimos dois seculos, tecnologias predominantes e o património industrial legado.
    • Conhecer a legislação de enquadramento da arqueologia e da sua prática.
    • Aprender a elaborar relatórios de intervenções arqueológicas e conhecer as regras essenciais da sua apresentação e divulgação.

    • Promover o conhecimento das principais correntes conceptuais relativas ao património artístico nomeadamente nos domínios da identificação, inventariação, classificação, conservação, restauro e divulgação.
    • Dotar os alunos dos instrumentos de análise e das competências indispensáveis ao entendimento da evolução do conceito de património artístico e monumental e respetivas formas de aplicação particularmente nos séculos XIX e XX.
    • Sensibilizar os estudantes relativamente aos fatores que influenciaram essa evolução, tendo presente as principais ameaças ocasionais (do erro humano aos conflitos bélicos e aos acidentes naturais) ou programadas (alterações do gosto, iconoclastias, intolerâncias, credos, ideologias e totalitarismos).
    • Preparar os alunos, através dos conhecimentos adquiridos e do desenvolvimento de processos de investigação, para a interpretação rigorosa e atualizada das grandes questões do presente em matéria patrimonial e respetiva resolução em sede profissional.

    • Caracterizar o Turismo Cultural e suas especificidades.
    • Distinguir pontos comuns e diferenças principais entre Turismo de Massas e Turismo Cultural.
    • Adquirir competências, a nível operacional, que permitam ao aluno transformar recursos em produtos turísticos, com forte componente cultural.
    • Desenvolver capacidades de gestão e organização, no âmbito da conceção e organização de rotas e circuitos turísticos e da execução de materiais pedagógicos de apoio.
    • Compreender as problemáticas relacionadas com o desenvolvimento, incrementando-o através de atividades turísticas culturais.
    • Aprofundar competências que permitam envolver especialistas, técnicos, políticos autarcas, comunidades e seus representantes, em ações que atraiam e mobilizem turistas com interesses culturais diversificados ‒ museus, estruturas arquitetónicas e tecnológicas, gastronomia, folclores e belezas naturais ‒, angariando recursos que fomentem o desenvolvimento.

    • Proporcionar reflexões previas sobre memoria e tempos do Historiador: epistemologia e metodologia.
    • Refletir criticamente sobre passado, memória, projeção: o estudioso e a cidadania.
    • Trabalhar a problemática de uma memoria cientificamente construída – o passado ‘fala’ ao presente?
    • Abordar exemplificada mente a memória nas suas dimensões histórica, cívica e literária.

    • Compreender o estudo parcelar da História de Portugal, com o território dividido em regiões onde se assinalam as localidades que mais contribuíram para o desenrolar das políticas culturais, económicas e sociais do nosso País.
    • Integrar culturalmente os exemplares arquitetónicos de nascimento dos nossos principais escritores, que melhor representaram as regiões e os seus locais, a contribuição dos artistas (escultores, pintores, arquitetos…), o desenvolvimento económico e a diversidade de estratégias agrícolas e comerciais, internas e para o estrangeiro.
    • Conhecer a arquitetura religiosa, militar e civil mais saliente, ao longo da nossa História, museus e bibliotecas, nas diversas regiões e localidades das mesmas.
    • Entender a geografia física e humana do Interior e do Litoral.
    • Apetrechar os mestrandos com conhecimentos variados, a fim de melhor escolherem os temas das suas dissertações: o espaço, o tempo e o trabalho.

    • Estudar a história da alimentação e da mesa numa visão alargada e interdisciplinar dos aspetos económicos, sociais, religiosos, culturais e simbólicos que a temática envolve.
    • Evidenciar este campo de estudos como integrador e complexo, pois a alimentação é um ato natural para o sustento do homem, mas também uma prática cultural, convocando o corpo e o espírito.
    • Dar a conhecer comportamentos alimentares do homem como objeto dos olhares de diversas ciências – antropologia, sociologia, história, literatura, arte – que os procuraram captar nas suas poliédricas dimensões.
    • Sublinhar a renovação epistemológica do século passado, que valorizou a história da vida quotidiana, a cultura material e as mentalidades, onde a história da alimentação surgiu como um campo historiográfico interdisciplinar de grande significado.
    • Demonstrar a intensificação do interesse pela temática, dada a valorização dos patrimónios alimentares, da gastronomia e do turismo.

    • Dotar e consolidar competências de investigação nos estudantes.
    • Apoiar os discentes na definição e formulação dos objetivos da pesquisa.
    • Munir os estudantes de capacidades de pesquisa bibliográfica e recolha de informação apropriadas e significativas para o tema eleito.
    • Criar alicerces para a apresentação pública da investigação em curso e sua discussão pelos pares.
    • Promover a clareza do objeto e do objetivo da investigação.
    • Apoiar a organização de uma metodologia científica adequada ao objeto da pesquisa.
    • Promover o domínio da análise quantitativa e qualitativa de dados da pesquisa.
    • Triangular o quadro teórico, os objetivos e os dados analisados.
    • Alicerçar o espírito crítico dos alunos

    • Consolidar e aplicar os conhecimentos adquiridos na UC Seminário de Investigação.
    • Familiarização com o tema da dissertação, com o estado da arte no domínio eleito
    • Realização de trabalho preliminar que incida numa boa apresentação de resultados.
    • Refletir criticamente sobre a temática eleita.
    • Elaborar e apresentar um plano de um projeto de dissertação, incluindo o respetivo estado da arte, no tema eleito.
    • Interpretar uma proposta de trabalho de investigação e sugerir eventuais melhoramentos ou contributos.
    • Pesquisar autonomamente no tema de investigação escolhido
    • Descrever o processo de divulgação científica e de publicação de resultados, preparar trabalhos para avaliação por pares.
    • Planear o trabalho e criar um cronograma para a dissertação

    • Os estudantes devem adquirir novas competências capazes de integrar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso.
    • Os estudantes devem realizar um trabalho de investigação sobre um tema das áreas lecionadas com vista à elaboração de uma dissertação de Mestrado, que culmina com respetiva apresentação pública.